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Fernando Pessoa
Andavam de noite
ANDAVAM de noite aos segredos
Só porque era noite...
Os bosques enchiam de medos
Quem quer que se afoite...
Diziam [?] palavras que pesam [?]
À sombra de alguém...
Ninguém os conhece, e passam...
Não eram ninguém...
Fica só na aragem e na ânsia
Saudade a fingir...
Foi como se fora distância...
Eu torno a dormir.
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A
minha camisa rota,
Poesias Inéditas
A minha
vida é um barco abandonado, Cancioneiro
A montanha
por achar,
Poesias Inéditas
A morte
chega cedo,
Cancioneiro
A nada
imploram tuas mãos já coisas, Ricardo Reis
Análise,
Cancioneiro
Análogo
começo,
Poesias Inéditas
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