Fernando Pessoa - poemas
www.mDaedalus.com
poemas
de
Pessoa
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
L
M
N
O
P
Q
R
S
T
U
V
 
Fernando Pessoa
ANÁLISE

 
        Tão ABSTRATA é a idéia do teu ser
        Que me vem de te olhar, que, ao entreter
        Os meus olhos nos teus, perco-os de vista,
        E nada fica em meu olhar, e dista
        Teu corpo do meu ver tão longemente,
        E a idéia do teu ser fica tão rente
        Ao meu pensar olhar-te, e ao saber-me
        Sabendo que tu és, que, só por ter-me
        Consciente de ti, nem a mim sinto.
        E assim, neste ignorar-me a ver-te, minto
        A ilusão da sensação, e sonho,
        Não te vendo, nem vendo, nem sabendo
        Que te vejo, ou sequer que sou, risonho
        Do interior crepúsculo tristonho
        Em que sinto que sonho o que me sinto sendo.
                                        12-1911
 
  • Amiel, Poesias Inéditas 
  • A minha alma partiu-se como um vaso vazio, Álvaro de Campos
  • A minha camisa rota, Poesias Inéditas 
  • A minha vida é um barco abandonado, Cancioneiro 
  • A montanha por achar, Poesias Inéditas 
  • A morte chega cedo, Cancioneiro 
  • A nada imploram tuas mãos já coisas, Ricardo Reis

  • Google
     
    Web mdaedalus.com
    página de Pessoa
    página principal
    com o apoio de:
    www.travel-images.com
    Fernando Pessoa - poemas
    www.mDaedalus.com