Fernando Pessoa - poemas
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Fernando Pessoa
Poesias Inéditas

A tua voz fala amorosa...


 

Qual é a tarde por achar 
Em que teremos todos razão 
E respiraremos o bom ar 
Da alameda sendo verão, 

Ou, sendo inverno, baste 'star 
Ao pé do sossego ou do fogão? 
Qual é a tarde por voltar? 
Essa tarde houve, e agora não. 

Qual é a mão cariciosa 
Que há de ser enfermeira minha -
Sem doenças minha vida ousa - 
Oh, essa mão é morta e osso ... 
Só a lembrança me acarinha 
O coração com que não posso.

  • As tuas mãos terminam em segredo, Cancioneiro 
  • Às vezes, em dias de luz perfeita e exata, Alberto Caeiro 
  • Às vezes entre a tormenta, Cancioneiro 
  • Às vezes tenho idéias felizes, Álvaro de Campos
  • Atrás não torna, nem, como Orfeu, volve, Ricardo Reis
  • Atravessa esta paisagem o meu sonho dum porto infinito, Cancioneiro 
  • A tua carne calma, Poesias Inéditas 

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