Fernando Pessoa - poemas
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Fernando Pessoa
A Parte do Indolente 

A PARTE do indolente é a abstrata vida.
Quem não emprega o esforço em conseguir,
Mas o deixa ficar, deixa dormir,
O deixa sem futuro e sem guarida,

Que mais haurir pode da morta lida,
Da sentida vaidade de seguir
Um caminho, da inércia de sentir,
Do extinto fogo e da visão perdida, 
Senão a calma aquiescência em ter
No sangue entregue, e pelo corpo todo
A consciência de nada qu'rer nem ser,

A intervisão das coisas atingíveis,
E o renunciá-las, como um lindo modo
Das mãos que a palidez torna impassíveis. 

 

  • Ao longe, ao luar, Cancioneiro 
  • Ao longe os montes têm neve ao sol, Ricardo Reis
  • Aos deuses peço só que me concedam, Ricardo Reis
  • A Outra, Cancioneiro 
  • Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra, Álvaro de Campos
  • A pálida luz da manhã de inverno, Poesias Inéditas 
  • A palidez do dia é levemente dourada, Ricardo Reis

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