Fernando Pessoa - poemas
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Fernando Pessoa
Vaga, no azul amplo solta

 
Vaga, no azul amplo solta,
Vai uma nuvem errando.
O meu passado não volta.
Não é o que estou chorando.

O que choro é diferente.
Entra mais na alma da alma.
Mas como, no céu sem gente,
A nuvem flutua calma.

E isto lembra uma tristeza
E a lembrança é que entristece,
Dou à saudade a riqueza
De emoção que a hora tece.

Mas, em verdade, o que chora
Na minha amarga ansiedade
Mais alto que a nuvem mora,
Está para além da saudade.

Não sei o que é nem consinto
À alma que o saiba bem.
Visto da dor com que minto
Dor que a minha alma tem.
 


  • Vaga saudade, tanto, Poesias Inéditas
  • Vai alta no céu a lua da Primavera, Alberto Caeiro
  • Vai alta a nuvem que passa, Poesias Inéditas
  • Vai alto pela folhagem, Cancioneiro
  • Vai lá longe, na floresta, Poesias Inéditas
  • Vai leve a sombra, Poesias Inéditas 
  • Vai pela estrada que na colina, Poesias Inéditas
  • Vai pelo cais fora um bulício de chegada próxima, Álvaro de Campos
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