Fernando Pessoa - poemas
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Alberto Caeiro

Verdade, Mentira


 
Verdade, mentira, certeza, incerteza...
Aquele cego ali na estrada também conhece estas palavras.
Estou sentado num degrau alto e tenho as mãos apertadas
Sobre o mais alto dos joelhos cruzados.
Bem: verdade, mentira, certeza, incerteza o que são?
O cego pára na estrada,
Desliguei as mãos de cima do joelho
Verdade mentira, certeza, incerteza são as mesmas?
Qualquer cousa mudou numa parte da realidade - os meus joelhos
        e as minhas mãos.
Qual é a ciência que tem conhecimento para isto?
O cego continua o seu caminho e eu não faço mais gestos.
Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual.
Ser real é isto.


 
  • Véspera de viagem, campainha , Álvaro de Campos
  • Viajar! Perder países!, Cancioneiro
  • Vibra, clarim, cuja voz diz, Quinto Império
  • Vibra do cio subtil da luz, Poemas Traduzidos
  • Vilegiatura, Álvaro de Campos
  • Vinha elegante, depressa, Poesias Inéditas
  • Vi passar, num mistério concedido, Poesias Inéditas
  • Viriato, Mensagem - Brasão
  • Vive, dizes, no presente; Alberto Caeiro

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