Fernando Pessoa - poemas
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Alberto Caeiro

Falas de Civilização


 
Falas de civilização, e de não dever ser,
Ou de não dever ser assim.
Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,
Com as cousas humanas postas desta maneira.
Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.
Dizes que se fossem como tu queres, seria melhor.
Escuto sem te ouvir.
Para que te quereria eu ouvir?
Ouvindo-te nada ficaria sabendo.
Se as cousas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.
Se as cousas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.
Ai de ti e de todos que levam a vida
A querer inventar a máquina de fazer felicidade!



 
  •  Falhei. Os astros seguem seu caminho, Poesias Inéditas 
  • Faróis distantes, Álvaro de Campos
  • Febre, Febre! Estou trêmulo de febre, Primeiro Fausto
  • Feliz aquele a quem a vida grata. Ricardo Reis
  • Feliz dia para quem é, Cancioneiro 
  • Felizes, cujos corpos, sob as árvores, Ricardo Reis
  • Fernão de Magalhães, Mensagem - Mar Português 

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